"Uma pessoa se faz revolucionária não movida pelo estudo,mas por causa de uma indignação ética diante da realidade". (Merleau-Ponty).

sexta-feira, 10 de abril de 2009

a queda do imperador

que triste notícia vi no jornal hoje, o "imperador" famoso jogador de futebol decide aos 27 anos de idade largar sua carreira, de certa forma, brilhante, para voltar a morar na favela onde morava até entrar de fato para o futebol. O motivo que o levou a essa decisão ninguém sabe, apesar de que as especulações sejam por problemas com bebidas, drogas, mulheres, ou mesmo por problemas psíquicos.
Sinceramente confesso que de futebol eu não entendo nada, mas este tema realmente me chamou atenção. O que o leva a tomar tal atitude não faço ideia, mas posso palpitar hoje em sobre os problemas que a sociedade enfrenta hoje em dia.
Muitas vezes (talvez na maioria delas) as pessoas escolhem suas profissões pelo dinheiro que elas podem lhe trazer. Ou talvez pelo status e a fama que ela proporciona. Acabou-se então aquela profissão por vocação, mas as profissões hoje são vistas por coerência (não são todos os casos, e tão pouco o meu, aliás amo minha profissão, apesar de não ter adentrado a fundos nela). E a busca desenfreada pelo dinheiro e "poder" acaba deixando as pessoas piradas. Não sei se é o caso do imperador, mas, acredito sinceramente que nesse caroço tem angu (hehe, ou no angu tem caroço). Talvez para aparecer na mídia, ou pra fazer graça, ou seja mesmo algum problema enfrentado por ele.
Sei lá, só sei que, foi uma notícia estrondorosa pra mim hihiiii

Mariane de Almeida
MAS

quarta-feira, 1 de abril de 2009

só com diploma....

Em 1964, há 45 anos, na madrugada de 1º de abril, um golpe militar depôs o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura de 21 anos no Brasil. Naquela época, todos os setores, inclusive o Jornalismo, e liberdades democráticas foram atingidas e sofreram por mais de duas décadas.

Em 2009, a sociedade brasileira pode estar diante de um novo golpe, mais direcionado que então. Desta vez, especificamente contra o seu direito de receber informação qualificada, apurada por profissionais capacitados a exercer o Jornalismo, com formação teórica, técnica e ética.A exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, em vigor há 40 anos (1969/2009), encontra-se ameaçada. O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, também em 1º de abril, o recurso que questiona a constitucionalidade da regulamentação profissional do jornalista. O ataque à profissão é mais um ataque às liberdades sociais, cujo objetivo fundamental é desregulamentar as profissões em geral e aumentar as barreiras à construção de um mundo mais pluralista, democrático e justo.É importante esclarecer: defender que o Jornalismo seja exercido por jornalistas está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham uma formação de alto nível. Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

O ofício de levar informação à sociedade já existe há quatro séculos. Ao longo deste tempo foi-se construindo a profissão de jornalista que, por ter tamanha responsabilidade, à medida que se desenvolveu o ofício, adquiriu uma função social cada vez mais fundamental para a sociedade. E para dar conta do seu papel, nestes quatro séculos, o Jornalismo se transformou e precisou desenvolver habilidades técnicas e teóricas complexas e específicas, além de exigir, também sempre mais, um exercício baseado em preceitos éticos e que expresse a diversidade de opiniões e pensamentos da sociedade.

Por isso, a formação superior específica para o exercício do Jornalismo há muito é uma necessidade defendida não só pela categoria dos jornalistas. A própria sociedade, recentemente, já deixou bem claro que quer jornalista com diploma. Pesquisa do Instituto Sensus, realizada em setembro de 2008, em todo o país, mostrou que 74,3 % dos brasileiros são a favor da exigência do diploma de Jornalismo. E a população tem reafirmado diariamente esta sua posição, sempre que reclama por mais qualidade e democracia no Jornalismo. A Constituição, ao garantir a liberdade de informação jornalística e do exercício das profissões, reserva à lei dispor sobre a qualificação profissional. A regulamentação das profissões é bastante salutar em qualquer área do conhecimento humano. É meio legítimo de defesa corporativa, mas sobretudo certificação social de qualidade e segurança ao cidadão. Impor aos profissionais do Jornalismo a satisfação de requisitos mínimos, indispensáveis ao bom desempenho do ofício, longe de ameaçar à liberdade de Imprensa, é um dos meios pelos quais, no estado democrático de direito, se garante à população qualidade na informação prestada - base para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas.A existência de uma Imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do Jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional responsável. A melhor forma, a mais democrática, de se preparar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em Jornalismo.A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Somos mais de 60 mil jornalistas em todo o país. Milhares de profissionais que somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão, e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o Jornalismo praticado hoje no Brasil.E não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos de interesses privados e motivações particulares. Os jornalistas esperam que o STF não vire as costas aos anseios da população e vote pela manutenção da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil. Para o bem do Jornalismo e da própria democracia.Sérgio Murillo de Andrade -
sergio@fenaj.org.brPresidente da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

sexta-feira, 27 de março de 2009

nem tudo me convém...

olá amigos! Mais uma vez peço desculpas pela minha falta de tempo em estar aqui! Podem me cobrar, pretendo realmente estar mais assídua aqui neste espaço, principalmente porque agora sou definitivamente uma jornalista (de papel passado e tudo, hehhe).
Queria tratar neste post um pouco sobre alguns acontecimentos recentes que me afetam muito. Este tema está totalmente relacionado a vida, ou talvez digamos que à falta dela, ou melhor ainda, a desvalorização deste dom. Sou católica desde que nasci, porém não é esta opção espiritual que me leva a pensar da maneira que penso. Acredito que a vida humana está além de crenças e religiões, e apesar de tudo o que vem acontecendo neste mundo, jamais acharei certo o assassinato de um pequeno indefeso.
A cerca de um mês aconteceu um caso (que todos ouviram falar, pois foi muito explorado pela mídia - aliás em outro post volto a falar deste grande show pirotécnico que a tal mídia faz com algumas coisas) em que a menina de nove anos depois de ser estuprada pelo padrasto ficou grávida de gêmeos e foi vítima do aborto. Digo vítima pois, quem comete o aborto é sim uma vítima (sempre), pois já se comprova os tantos maus que o aborto pode acarretar para a mulher. Neste caso então, mais do que qualquer outro a menina foi uma vítima, e não só uma vez, várias vezes. Vítima do padrasto, vítima dos médicos que a "operaram", vítima das pessoas que foram responsáveis pelo aborto, e enfim, vítima da imprensa, que ama casos sangrentos para se beneficiar...
As vezes paro pra pensar nesta menina, e me entristeço em saber que, daqui alguns anos, quando ela tiver capacidade de entender o que aconteceu, ela terá dois lados a seguir:
  • primeiro - ela pode se sentir revoltada pelo resto da vida por ter cometido um assassinato (mesmo que sem ter escolhido isto pra si)
  • segundo - ela pode sentir-se (como tantos cientistas) maiores que DEUS, capaz de gerar e tirar uma vida assim, num passo de mágica...

Não sei qual das duas será a realidade para a menina, mas de algo tenho certeza, ela sempre se lembrará deste fato, e aí entenderá como foi uma grande vítima de tudo.

Estou aqui mostrando meu ponto de vista, e sei que muitos ao lerem este post pensarão que eu Mariane não tenho autoridade nenhuma para dizer assim sobre tudo isto. Para essas pessoas eu digo o seguinte, realmente, não posso dar minha opinião científica, pois não sou cientista, mas posso sim falar de MORAL. Digo ainda que esta moral que citei é o que me faz estar aqui escrevendo este grande texto, tanto quanto te faz estar aí do outro micro estar lendo o post (concordando ou não com ele). Por mais que o governo, as pessoas, ou a mídia falem o contrário, eu sei que, o melhor caminho não é assassinar um inocente, principalmente porque, gravidez indesejada sempre acontecerá, e tapar o sol com peneira (pelo que eu saiba) não adianta muita coisa.

Muitos são a favor (e a própria legislação é) quando a gravides é considerada de risco para a mãe da criança, mas enquanto a isso posso dizer o seguinte, Deus é quem sabe a hora da nossa morte. E digo, pois acredito que a vida é um grande milagre (e isto também não está relacionado á crenças e religiões), para comprovar esta minha tese posso citar uma história verídica de uma mãe que, ao engravidar do quinto filho (após perder os dois primeiros) foi indagada pelo médico a abortar esta criança, pois havia um grande risco desta morrer junto com a mãe, a gravidez realmente foi conturbada, mas a criança nasceu com saúde e a mãe também continuou a viver, menos de dois anos mais tarde esta mulher engravidou novamente, e de novo o médico quis que ela abortasse o bebê, mas ela não aceitou...

...hoje passados mais de duas décadas desta história a família vive bem, e com um detalhe, ninguém sente remorso algum por ter cometido uma falha tão grande!

Esta é a minha história, e acredito que de muitas pessoas que, tomadas por ética e moral jamais seriam capazes de preticar um Aborto.

Mariane de Almeida

MAS

sábado, 14 de fevereiro de 2009

que bom é ser brasileira

Olá amigo leitor! Peço desculpas pela minha ausência aqui neste blog, mas, como muitos sabem eu estava atuando no Projeto Rondon e voltei a poucos dias. Lá, não tive muito acesso a Internet e por isso não me dediquei a este blog. Mas agora, neste post gostaria de remeter um pouco do que vivi nos quinze dias em que atuei na cidade de Curuá - PA. Quero confidenciar a vocês sobre uma das maiores experiências que tive em minha vida.
Agora que o êxtase e a nostalgia já passou, consigo dizer o que sinto, ou melhor, consigo sentir melhor e sintetizar um pouco da emoção que vivi durante o tempo em que lá estive.
Não quero cair no clichê e falar superficialmente, mas queria poder dizer a você que foi realmente uma experiência maravilhosa.
É realmente maravilhoso você poder acordar sabendo estar na Amazônia e saber que fará algo para ajudar seu país naquele dia. É muito bom saber que poderá fazer a diferença para alguém!
O Rondon serve para, principalmente, te fazer pensar melhor sobre como é bom ser cidadão, e como é bom ter nascido no Brasil. Você se sente realmente mais patriota.
Patriotismo, acho que sempre tive isso em meu coração, e as pessoas que me conhecem sabem deste meu sentimento, mas de algo tenho certeza, o rondon fez aflorar ainda mais isso em mim.
Poder passar pelo Rio Amazonas, e realmente respirar o ar da Amazônia me deu a sensação de querer lutar cada vez mais para que este bem não se acabe.
Poder ver a beleza do pedacinho do Brasil que conheci, me dá a certeza de que Somos belos, e de que o Brasil é belo, e temos muito a aprender com esta terra. Temos muito a aprender com esse povo, que, mesmo com sotaques, cores e religiões diferentes, são lindos, "são gente nossa".
Poder olhar o sorriso no rosto de pessoas sofridas, e poder ver a alegria de pessoas como nós é maravilhoso e não tem preço que pague.
O sorriso e o olhar das pessoas é o que levarei comigo pro resto da vida, é o que me fará sentir a cada instante esta alegria imensa de ser brasileira, com muito orgulho.
Sou, sim, desta Pátria Amada que se chama Brasil, e pretendo jamais deixar este lugar tão especial pra mim.
Gostaria muito que 180 milhões de brasileiros pensassem como eu, pois isso me daria a certeza de que podemos corrigir os erros e as imperfeições que vivenciamos todos os dias em nossas cidades. O Brasil é lindo sim, mas temos dificuldades como todos os outros.Temos injustiça, violência, fome, miséria... Temos tanta coisa ruim, mas não podemos deixar que estas coisas ruins afastem de nós a esperança de contruir um país melhor. Que estas coisas ruins não sirva para que os brasileiros queiram sair do Brasil e ir em busca de oportunidades no exterior.
Somos um povo amável e juntos podemos fazera diferença! É o que pretendo fazer daqui em diante e espero que as pessoas que lerem este post possam pensar assim também!
obrigada
Mariane de Almeida
M.A.S

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

desejo um 2009 sem guerras

Olá amigo leitor. Antes de qualquer coisa gostaria de desejar meus mais sinceros votos de realizações neste ano que está se iniciando. Dedico este post para um tema, que ao meu ver, não deveria se tão debatido da forma que é! Não que não tenha relevância, mas é que se sentimos necessidade de falar sobre isto é porque ainda estamos longe de alcançar. Queria falar sobre PAZ e mostrar minha tamanha indignação diante dos acontecimentos. Queremos Paz, precisamos dela, mas infelizmente, não conseguimos senti-la nos corações. Hoje, no mundo, impera a lei do mais forte, do mais esperto, sempre com aquele velho ditado "vamos dar um jeitinho brasileiro"... Ignorância auto-intitular melhor do que o outro. É cruel demais para uma sociedade que canta, que vibra e que chora dizendo querer a Paz.
Hoje vemos falar em guerra, e nos assustamos ao ver o Oriente, ao vermos bombas, tiros e o grande show pirotécnico que a mídia faz com tudo isso. Muitas vezes imploramos por paz neste países do Oriente, mas nos esquecemos que também vivemos em guerra. Uma guerra sangrenta quer mata... Mas a morte não é física (o que é pior) a morte mais dolorosa é a do coração, estão matando a esperança, o sonho, a vontade de viver... corações estão virando pedra e não estamos fazendo nada para mudar esta realidade. Estamos tão preocupados com nossas coisas, ou até mesmo com os países em Guerra, que não deparamos com nós mesmos. Fechamos os olhos para os problemas que estão embaixo de nosso nariz. Não conseguimos enxergar que na esquina do lado de casa existem pessoas passando fome, e que crianças na pracinha não tem colégio para estudar, não vemos que existem filas enormes de idosos nos hospitais e os governos, tanto faz qual, não estão fazendo nada para reverter isso... É cruel ver que o que falta nos homens para que consigam a tão sonhada paz é AMOR! Paz (apesar de parecer) não é uma utopia, desde que, todos a queiram e a façam valer!
Que 2009 seja um ano especial e que os coações possam amolecer!
um abraço
Mariane de Almeida
MAS